Três países, dezesseis cidades e quarenta e oito seleções. A edição mais ampla da história está chegando.
A Copa do Mundo de 2026 será um torneio histórico em todos os sentidos. Pela primeira vez, o evento será sediado por três países simultaneamente — Estados Unidos, México e Canadá — e também pela primeira vez contará com 48 seleções, ampliando as vagas em relação ao formato anterior de 32 times.
Com a expansão do número de participantes, mais nações terão a oportunidade de disputar o maior torneio do futebol mundial. O continente africano, por exemplo, terá nove vagas, a Ásia oito e a América do Sul seis. Essa democratização promete trazer novas histórias, novos heróis e surpresas inéditas.
Desde 1998, a Copa do Mundo era disputada com 32 seleções, um formato que produziu grandes torneios e revelou seleções de todas as partes do mundo. A decisão da FIFA de expandir para 48 equipes, tomada em 2017, representa a maior mudança estrutural do torneio em quase três décadas.
A escolha dos Estados Unidos, México e Canadá como países-sede trouxe também uma dimensão geopolítica inédita ao torneio. Três nações do continente norte-americano unidas num projeto esportivo comum, com diferentes culturas, idiomas e histórias com o futebol — sendo os EUA e o Canadá países onde o esporte ainda busca ampliar seu alcance popular.
O México já havia sediado dois torneios: 1970 e 1986, ambos considerados clássicos da história da Copa. Para os norte-americanos, é o segundo torneio: o país sediou a edição de 1994, lembrada pelo tetracampeonato do Brasil. O Canadá viverá sua primeira experiência como sede de uma Copa do Mundo.
A Copa 2026 também será a última a usar o atual sistema de qualificação em alguns continentes antes de possíveis reformas. Será ainda a edição que precede a Copa de 2030, planejada para ser realizada em seis países diferentes em três continentes, no centenário do torneio.
Os jogos serão distribuídos entre dezesseis cidades nos três países anfitriões. A grande final está prevista para o MetLife Stadium, em Nova Jersey, na região metropolitana de Nova York — o maior estádio do torneio, com capacidade para mais de 80 mil pessoas.
MetLife Stadium — sede da grande final. Região metropolitana mais populosa dos EUA.
SoFi Stadium. Segunda maior cidade americana e grande polo multicultural.
AT&T Stadium, em Arlington. Um dos maiores estádios cobertos do mundo.
Levi's Stadium. No coração do Vale do Silício.
Hard Rock Stadium. Cidade com forte conexão cultural latino-americana.
Mercedes-Benz Stadium. Um dos estádios mais modernos das Américas.
Lumen Field, no noroeste dos EUA, próximo à fronteira com o Canadá.
Gillette Stadium. Cidade histórica e com grande comunidade europeia.
Arrowhead Stadium. No centro geográfico dos EUA.
Lincoln Financial Field. Berço histórico da independência americana.
Estádio Azteca — única arena a sediar duas finais de Copa (1970 e 1986).
Estádio Akron. Segunda maior cidade mexicana e tradicional polo do futebol local.
Estádio BBVA. Uma das cidades mais modernas e industrializadas do México.
BMO Field. Maior cidade canadense e um dos centros financeiros das Américas.
BC Place. Na costa do Pacífico, uma das cidades mais diversas do mundo.
Com 48 seleções, o torneio precisou de uma reestruturação completa em relação ao formato de 32 times. O novo modelo divide as seleções em grupos menores, aumentando a quantidade de jogos e oferecendo mais chances de classificação.
Com mais vagas e mais seleções, o torneio promete ser mais imprevisível do que nunca. No entanto, algumas nações chegam com histórico e elencos que as colocam entre as principais candidatas ao título.
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